terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Excerto The Beast (A Besta)

Boa tarde pessoal!!!

Espero que esteja tudo bem por aí que a partir de agora vai-vos dar uma coisinha má, no bom sentido. :P

Esta semana é a Semana do Romance (Romance Week) no Goodreads e por esse motivo a Ward colocou lá um excerto do primeiro capítulo do The Beast. Ano passado ela deixou o pessoal fazer questões (eu fiz e ela não me respondeu, ainda estou triste com isso... *beicinho*) este ano temos um excerto do novo livro, e espero que possa haver questões pra fazer e que ela responda às que quero fazer...

Hoje não vou colocar versões originais, apenas os links de onde as fui buscar...

----V.P.----Introdução----

A Besta!! (14º Livro da Irmandade da Adaga Negra)
da J.R. Ward

Nada é como costumava ser para a Irmandade da Adaga Negra. Alianças mudaram e linhas foram traçadas. Para Rhage, o Irmão com o apetite mais voraz, a vida era suposta ser perfeita com a Mary, a sua amada shellan, a seu lado. Mas ele não conseguia perceber o pânico e as inseguranças que o atormentavam. Quando ele se vê obrigado a reavaliar as suas prioridades, a resposta, quando ele a encontra, abala o seu mundo... e o da Mary.

Data de publicação: 5 de Abril (EUA)

Excerto que abre o apetite: "Fala-me à cerca de fazeres um sólido oito a oitenta. O traficante de drogas revelou-se um aliado para a Irmandade, cumprindo a sua promessa de cortar relações de negócios com a Sociedade de Minguantes entregando a cabeça do Minguante Mor (Forelesser) numa caixa aos pés de Wrath. Ele também divulgou a localização que a escumalha tem usado como QG (quartel - general). Eeeeee foi assim que toda a gente acabou lá."


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A Introdução estava foi encontrada neste link: https://www.goodreads.com/blog/show/614-exclusive-excerpts-from-hotly-anticipated-books-by-j-r-ward-maya-banks onde também se encontra as introduções e os links para os excertos de outros dois livros, um da Maya Banks e outra da Lisa Kleypas.

E agora vamos ao excerto mais rechonchudo!!!

----V.P.----

Excerto retirado d' A Besta (The Beast) (Irmandade da Adaga Negra nº14) - Capítulo 1
por J.R. Ward

Escola de Brownswick para Raparigas, Caldwell, NY

Formigas debaixo da pele.

À medida que o Rhage transferia o seu peso de uma bota de combate para a outra, ele sentiu como se a sua corrente sanguínea chegasse a um estado de ebulição suave e as bolhas estivessem a fazer cócegas de baixo de cada fodido centímetro quadrado da sua carne. E isso nem era metade da coisa. Fibras musculares aleatórias falhavam por todo o seu corpo, os espasmos faziam com que os seus dedos tivessem contracções musculares, que os joelhos sacudissem, e os ombros se contraíssem como se ele estivesse prestes a ser usado como uma raquete de ténis em alguma coisa.

Pela milionésima vez desde que ele se materializara na sua posição, ele passou os olhos pelo o prado crescido e irregular à frente dele. Na altura em que a Escola de Brownswick para Raparigas ainda estava operacional o prado em questão era sem dúvida um relvado laminado que tinha sido bem cortado durante a primavera e o verão, desfolhado no outono e coberto de neve tão belamente como um livro de crianças durante o inverno. Agora, tinha um toque de campo de futebol vindo do inferno, cravejado e emaranhado com arbustos retorcidos que não poderiam fazer mais do que danos estéticos à região da virilha de um gajo, rebentos que eram feios, enteados deformados dos mais maduros dos carvalhos e bordos, e a erva grande e castanha de finais de Outubro que podiam fazer-te tropeçar como uma pequena cabra se se estivesse a tentar correr.

Da mesma maneira, os edifícios de tijolo que tinham providenciado e abrigado os espaços institucionais para os filhos privilegiados da elite, tinham envelhecido mal sem manutenção regular: janelas partidas, portas a apodrecer, portadas a fechar e a abrir com o vento frio como se os fantasmas não conseguissem decidir se queriam ser vistos ou apenas ouvidos.

Isto era o campus da Sociedade dos Poetas Mortos. Assumindo que toda a gente tinha arrumado as tralhas depois do filme ter sido filmado em 1988 e que ninguém tinha tocado na merda da coisa desde então.

Mas as instalações não estavam vazias.

À medida que o Rhage inspirava profundamente, os seus reflexos de vómito fizeram algumas flexões na parte de trás da garganta. Muitos minguantes estavam escondidos nos dormitórios e salas de aulas abandonados que era impossível isolar um cheiro individual isolado do todo fedorento que era capaz de entorpecer as fossas nasais. Cristo, era como meter a cara num balde com restos de peixe e inalar como se o mundo estivesse a ficar sem oxigénio.
Assumindo que alguém tinha adicionado pó de talco a todos as cabeças e entranhas de peixe com mais de um dia.

Para aquele toque final, que sabes qual.

À medida que a sua pele ia começar outro treme-treme, ele disse à sua maldição para aguentar os cavalos, e sim porra, ia ser deixado solto esta noite. Ele nem sequer ia tentar conter a desgraçada da coisa… não que tentar travá-la tivesse sido alguma vez bem-sucedido de qualquer maneira… e considerando que dar rédea solta à besta nem sempre é uma coisa boa, esta noite ia ser um benefício da ofensiva. A Irmandade da Adaga Negra ia enfrentar quantos minguantes? Cinquenta? Cento e cinquenta?

Era muito para aguentar, mesmo para eles… por isso, sim, o seu pequeno… presente… da Virgem Escrivã tinha vindo mesmo a calhar.

Por falar no diabo. Há mais de um século atrás, a Mãe da Raça ofereceu-lhe o seu sistema pessoal de repreensão, um programa de modificação de comportamento que é tão difícil, tão desagradável e tão opressivo que conseguiu, de facto, trazê-lo de volta e deixar de ser um completo cabrão. Cortesia do dragão, a não ser que ele gerisse os seus níveis de energia devidamente e moderasse as suas emoções, instalava-se o caos.

Literalmente.

No decorrer do ultimo século, ele tornou-se bastante bem-sucedido a garantir que a coisa não comesse os que lhe eram mais próximos e queridos, ou que os tornasse notícia dos jornais da noite com uma manchete do tipo: “O Parque Jurássico está Vivo”. Mas com aquilo que ele e os seus irmãos vão enfrentar neste momento… e o quão isolado o campus se encontra? Se tivessem sorte, o grande bastardo de escamas roxas com os dentes tipo serra eléctrica e uma fome desenfreada iria ter muito que comer. Apesar de, mais uma vez, uma dieta baseada apenas em minguantes era aquilo com que eles estavam à procura.

Nenhum irmão como refeição rápida, por favor. E nenhum humano como entrada ou sobremesa, muito obrigado.


Este último era mais devido à discrição do que à afeição. Já se sabe que aquelas ratazanas sem cauda nunca iam a lado nenhum sem duas coisas: meia dúzia dos seus evolucionariamente inferiores, noturnamente co-dependentes e cabrões de amigalhaços, e os desgraçados dos telemóveis. Meu, o YouTube é uma pedra no calcanhar quando se quer manter a guerra com os mortos-vivos debaixo do tapete. Durante cerca de duzentos anos, vampiros a lutar contra a Sociedade dos Minguantes do Ómega tem sido apenas assunto dos combatentes envolvidos, e o facto de que os humanos não conseguirem manter o nariz das suas competências essenciais de arruinar o ambiente e dizer uns aos outros o que pensar e dizer era apenas uma das razões pelas quais ele os odeia.


Caralho de internet.

Mudando de assunto para não perder as estribeiras demasiado cedo, o Rhage focou a visão no macho abrigado a certa de 6,10 metros dele. Assail, filho do Caralho-Mais-Velho, estava vestido de negro de comitiva fúnebre, o seu cabelo preto como o Drácula não precisava de camuflagem, a sua cara bela-como-o-pecado franzida com tanta força com vontade de assassinato que se tem que respeitar o gajo. Fala-me à cerca de fazeres um sólido oito a oitenta. O traficante de drogas revelou-se um aliado para a Irmandade, cumprindo a sua promessa de cortar relações de negócios com a Sociedade de Minguantes entregando a cabeça do Minguante Mor (Forelesser) numa caixa aos pés de Wrath.

Ele também divulgou a localização que a escumalha tem usado como QG (quartel - general).

Eeeeee foi assim que toda a gente acabou por cá, enterrados até aos tomates no mato, à espera que a contagem decrescente nos relógios sincronizados pelo V chegue aos 0:00.

Mas este ataque não era uma merda de uma aproximação de chumbo pesado ao inimigo. Depois de um número de noites… e dias, graças ao Lassiter, a.k.a. 00-buraco-no-c, que fez trabalho de reconhecimento durante as horas de luz… o ataque estava devidamente coordenado, programado e pronto para a execução. Todos os guerreiros estavam presentes, o Z e o Phury, o Butch e o V, o Tohr e o John Matthew, o Qhuinn e o Blay, tal como o Assail e os seus dois primos, Canino I e II.

Porque quem é que se importa com os nomes deles desde que apareçam armados até aos dentes e cheios de munição.

O pessoal médico da Irmandade estava também em ponto morto na área, com o Manny na sua unidade cirúrgica móvel a cerda de 1.6 km de distância e com a Jane e a Ehlena numa carrinha num raio de 3.2 km.

O Rhage verificou o seu relógio. Seis minutos e muda.

Quando o seu olho esquerdo começou a ter espasmos ele praguejou. Como raio é que ele ia aguentar a posição durante tanto tempo?

Mostrando as presas, ele exalou pelo nariz, soprando duas correntes gémeas de fôlego condensado que mais pareceram com o aviso da carga de um touro.

Cristo, ele não se conseguia lembrar da última vez que esteve assim tão eléctrico. E ele nem queria pensar à cerca do motivo. Na realidade, ele tem estado a evitar a coisa toda do porquê durante quanto tempo?

Desde que ele e a Mary tinham embatido naquela estranha situação complicada e ele começou a sentir-se…

- Rhage.

O seu nome foi sussurrado tão baixo que ele se virou, uma vez que ele não tinha a certeza se o seu subconsciente decidiu começar a falar com ele, ou não. Não. Era o Vishous… e devido à expressão do irmão o Rhage preferia que o cérebro dele estivesse a pregar uma partida. Aqueles olhos diamantinos estavam a projectar uma má luz.. E aquelas tatuagens à volta da têmpora não estavam a ajudar.

A barbicha era neutra… a não ser que a avaliasses em relação à moda. Nesse caso o cabrão era um travesti de proporções Rogaine.

O Rhage abanou a cabeça. – Não devias estar a colocar-te na tua posição…

- Eu vi esta noite.

Oh, merda, não, pensou Rhage. Não, não me vais fazer isto agora, meu irmão.

Virando-se noutra direcção ele murmurou, - Poupa-me o Vicent Price, está bem? Ou está a tentar ser o gajo que faz a narração dos trailers dos filmes?

Rhage.

- … Porque tens futuro nisso. “Num mundo… onde as pessoas precisam… de se calar e fazer o trabalho delas…”

- Rhage.

Quando ele não se voltou o V deu-lhe a volta e fulminou-o com o olhar, aqueles fodidos olhos pálidos, um par gémeo de explosões nucleares que diziam nuvem de cogumelos de trás para a frente. – Eu quero que vás para casa. Agora.

O Rhage abriu a boca. Fechou-a. Voltou a abri-la… e teve que se lembrar de manter a voz baixa. – Olha, não é uma boa altura para a tua merda um-oitocentos da sede psíquica…

O irmão agarrou-lhe no braço e apertou. – Vai para casa. Não te estou a foder.

Terror gelado correu pelas veias do Rhage, diminuindo a sua temperatura corporal… e mesmo assim ele negou com a cabeça. – Vai-te foder, Vishous. A sério.

Não, obrigado, pensou RhageDesampara-me a loja.

Ele não tinha interesse em testar mais da magia da Virgem Escrivã. Ele não estava…

- Vais morrer hoje à noite, caralho.

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E acabou por aqui. Estava a ver que não, depois de se ter dormido mal e ter trabalhado o dia todo o cérebro fica meio perro, por isso demorou mais do que ao que queria... também era mesmo muito texto, mas mesmo assim não o suficiente...

E agora fiquei ainda mais ruída de curiosidade... mas por hoje já chega, que amanhã trabalho e já é tarde como o raio!!!

Aqui está o link de onde retirei o excerto original que usei para a tradução: 
https://www.goodreads.com/story/show/416159?chapter=1

E fico por aqui!!! Bom carnaval e divirtam-se.

P.s. - Se alguma coisa estiver mal avisem-me, que eu já estou a cair pro lado, mas não queria ir dormir sem terminar isto...

Até à próxima publicação,
Sunshine ;)

4 comentários:

Olá, sou nova por aqui, brasileira mas amo esse site e os comentários. Aliás, AMO a IAN e me considero shellan do Z. Mas o motivo desse comentário é perguntar: pelo amor do Jesus Cristinho, vc tá me dizendo que o Rhage morre? Meu Deuuussss! Depressão completa

Saudações Claudia,

bem vinda :)

esperemos que não, de contrario teremos de raptar a nossa Diva e processar ela. Obrigar a mudar esse destino do nosso jeitoso.

*Nasan

Olá Claudia.

Não quero dizer que o Rhage morre, apenas que o V viu a morte dele. Mas como a Ward, depois do livro d'Os Sombras, prometeu que tão cedo não morre mais ninguém tenho a certeza, quase absoluta, que o Rhage se safa...

Mau era ser o 10º aniversário do primeiro livro do Rhage, ser outro livro dele e ele morrer logo nos primeiros capítulos...

Sunshine ;)

Sendo assim fico um pouco mais tranquila (até parece rsrs). Só resta esperar pelo livro e torcer pra que o Rhage continue o palhaço de sempre por muuuuuiiito tempo ainda, e, acima de tudo, esperar que o meu amado hellren Z apareça um pouco mais nesse livro.
Beijinhos